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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Lesbiinae
 Reichenbach, 1853
Espécie: L. gouldii

Nome Científico

Lophornis gouldii
(Lesson, 1832)

Nome em Inglês

Dot-eared Coquette


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Topetinho-do-brasil-central

O topetinho-do-brasil-central é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Também é conhecido como topetinho-do-leque-pontilhado.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) lophos = crista, topete; e ornis = pássaro; e de gouldii = homenagem ao naturalista, artista e empreendedor inglês, John Gould (1804-1881). ⇒ Pássaro com topete de Gould.

Características

Mede entre 6,8 a 7,6 centímetros de comprimento e pesa entre 2,4 e 2,8 gramas.
Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho da espécie tem na fronte e na garganta um escudo de penas verde brilhante intenso; topete marrom-avermelhado; leque penas laterais do pescoço brancas, de comprimento variado e pontas mais volumosas pontilhadas de preto-brilhante; occipício, coberteiras das asas, alto do dorso e lado ventral verdes; faixa transversal no uropígio esbranquiçada; supracaudais vinho-escuro; retrizes centrais verde-bronze com base castanho-avermelhadas com pontas bronze; bico vermelho com ponta preta e pés marrom-enegrecidos.
Fêmea com lado dorsal, coberteira das asas, peito, flancos, manchas da garganta e retrizes centrais verde-brilhantes; faixa transversal do uropígio branca; supracaudais cobre-brilhantes; infracaudais e parte basal das retrizes, como também as pontas das retrizes laterais, castanho-avermelhadas; retrizes laterais com larga faixa subterminal verde, a qual sobe um pouco nas barbas externas; garganta branca com pontos verdes; barriga cinza-lavado; asa púrpura-enegrecida; mandíbula preta, maxila vermelha com ponta preta e pés pretos.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se principalmente de carboidratos, mas come também pequenos artrópodes.

Reprodução

Seu ninho é uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos. A época de reprodução vai de dezembro a fevereiro O ninho tem uma altura 15 mm, profundidade 10 mm, diâmetro externo 30 mm e diâmetro interno de 33 mm. A fêmea põe geralmente 2 ovos ( 12 x 8 mm, com 0,35 gramas), com um período de incubação de 14 dias, com o filhote permanecendo no ninho por volta de 22 dias.

Hábitos

Vive em cerradões, matas secas entrecortadas por ravinas e enclaves rochosos e orla de florestas.

Distribuição Geográfica

R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre do Maranhão ao sul do Pará ( Serra do Cachimbo ) ao norte de Mato Grosso ( alto Xingu ), Tocantins (área urbana de Palmas - TO), Goiás, Distrito Federal. Também na Bolívia.

Status de conservação: LC ( IUCN ), Appendix II ( CITES ).

Referências

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